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Hotéis, restaurantes e bares de São Paulo cobram criação de índice específico para calcular o PIB do turismo

A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) solicitou ao governo federal a criação de um índice para medir o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo no Brasil. A proposta foi apresentada ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o objetivo de obter dados oficiais mais precisos, que possam orientar investimentos e a formulação de políticas públicas no setor turístico. A solicitação foi enviada na sexta-feira (14) ao presidente do IBGE, Marcio Pochmann. A Fhoresp baseou seu pedido em um estudo recente do Núcleo de Pesquisas e Estatísticas (NPE) da entidade, que destaca a necessidade de um índice oficial com dados específicos sobre os gastos dos turistas. Segundo o NPE, essas informações são essenciais para refletir a realidade econômica do setor no país.

O diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, afirmou que a responsabilidade de apurar esse índice deveria ser do próprio IBGE, seguindo o exemplo de países como Espanha, Portugal, México e Itália. “Precisamos que o IBGE assuma essa responsabilidade para que empresas do setor e o governo possam definir estratégias mais precisas para estimular o turismo no Brasil”, destacou. O instituto já realiza a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que inclui o Índice de Atividades Turísticas, apontando um crescimento de 6,9% no setor em 2023. No entanto, o estudo do NPE sugere que uma metodologia similar à utilizada nas Contas Satélites do Turismo de 2008, da Organização das Nações Unidas (ONU), poderia fornecer uma medição mais detalhada, incluindo indicadores como emprego, renda e PIB.

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Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp (Divulgação)

Edson Pinto criticou estudos que calculam o PIB do turismo sem o uso de dados oficiais ou critérios internacionais recomendados pela ONU, considerando-os inconsistentes e pouco confiáveis. “Discordamos de estudos referentes ao PIB do Turismo sem a utilização de dados oficiais, ou mesmo de critérios internacionais recomendados pela ONU. São aventuras acadêmicas realizadas com metodologias que derivam em cálculos inconsistentes e pouco confiáveis”, concluiu. A Fhoresp espera que a implementação do índice possa contribuir para um planejamento mais eficaz e um maior desenvolvimento do turismo no Brasil, beneficiando a economia nacional.

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